🇧🇷
Para os nossos leitores brasileiros
~22–28 h
Tempo total de viagem GRU → HNL via aeroporto de conexão nos EUA
Visto B1/B2 (USD 185)
Brasil NÃO está no Visa Waiver Program — não use ESTA
Tudo em USD
Todos os preços nesta página estão em dólares americanos
13 h atrás
Havaí está 13 horas atrás de Brasília
O Havaí é uma viagem longa que não tem atalho. Nenhum aeroporto brasileiro tem voo direto para o Havaí, então cada roteiro passa por uma conexão nos EUA — Miami, Houston, Dallas, Atlanta, Los Angeles ou São Francisco — ou por um aeroporto de conexão na Europa com etapa americana. O tempo total de viagem fica entre 22 e 28 horas dependendo da escala. É uma viagem longa de verdade, mas as rotas estão bem estabelecidas e os preços a partir do Brasil costumam ser competitivos em comparação com a Europa.
O que surpreende viajantes brasileiros, no entanto, é todo o contexto prático em torno disso: que o Brasil não participa do Visa Waiver Program (você precisa de visto B1/B2, não de ESTA — mais sobre isso adiante), que o seu plano de saúde não cobre tratamento nos EUA, que o preço no cardápio não é o valor que você paga no final, e que as nozes de macadâmia que você quer levar para casa passam tranquilamente — mas um colar de flores frescas (lei) cheio de partes vegetais vivas, não. Montamos esta página para reunir tudo em um só lugar e poupar você de abrir uma dúzia de abas.
Escrevemos esta página há mais de 20 anos a partir da perspectiva de um visitante — a mesma perspectiva que nossos leitores. Tudo o que vem a seguir é o que gostaríamos de ter tido para a nossa própria primeira viagem ao Havaí.
John e Tori Derrick · Fundadores
Aloha do time do Hawaii Guide
Somos uma equipe pequena e independente que planeja, escreve sobre e visita o Havaí desde 2002. Cada recomendação vem de alguém que realmente percorreu a estrada, comeu no restaurante ou fez a trilha. Nada de conteúdo copiado, nada de listas genéricas de "melhores do ano", e nenhuma recomendação de quem não fez a pesquisa.
Voos do Brasil para o Havaí
Nenhum voo direto liga um aeroporto brasileiro a um aeroporto havaiano. Cada roteiro passa por um aeroporto de conexão nos EUA (ou, ocasionalmente, por um aeroporto de conexão na Europa com etapa americana). As combinações abaixo aparecem regularmente nos sistemas de busca de passagens — confirme horários no site da companhia aérea antes de comprar, pois rotas mudam com a temporada.
São Paulo via Los Angeles
GRU → LAX → HNL
~22–24 h total
São Paulo via Miami ou Houston
GRU → MIA / IAH → HNL
~24–28 h total
Rio de Janeiro via conexão nos EUA
GIG → MIA/IAH/LAX → HNL
~23–27 h total
Brasília, Recife, Porto Alegre
BSB · REC · POA
~25–30 h total
Viagem com stopover
Bilhete multi-destino
Variável
Não tem certeza de qual das quatro ilhas escolher? Nosso quiz "Qual ilha escolher" guia você em cerca de dois minutos pelos prós e contras.
Visto B1/B2 — não use ESTA
Esta é a maior diferença entre uma viagem ao Havaí saindo do Brasil e uma saindo da Europa, Japão ou Singapura: o Brasil não está no Visa Waiver Program dos EUA. Você precisa de um visto B1/B2 (turismo/negócios) emitido pelo Departamento de Estado americano — não vale ESTA, e tentar entrar nos EUA sem visto é causa de recusa imediata na imigração. Comece o processo bem antes da viagem.
Passaporte brasileiro válido
Passaporte biométrico brasileiro (todos os passaportes emitidos desde 2010 têm o chip). Os EUA recomendam validade mínima de seis meses além da data de retorno, então renove com antecedência se estiver perto da data-limite. O passaporte precisa estar em bom estado físico — passaportes danificados são causa de recusa.
Visto B1/B2 (turismo)
Atualmente USD 185 de taxa MRV (Machine-Readable Visa) — confirme o valor antes de pagar, pois pode mudar. O visto geralmente pode ser emitido com validade de até 10 anos e múltiplas entradas, a critério consular. O processo: preencha o DS-160 on-line, pague a taxa, agende entrevista presencial na Embaixada dos EUA em Brasília ou em um dos Consulados-Gerais (São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre), e compareça com biometria. As filas variam por consulado e mudam mensalmente — em alguns períodos podem ser curtas, em alta demanda podem crescer bastante. Verifique a tabela oficial antes de planejar. Renovações sem entrevista podem ser possíveis para solicitantes elegíveis; confirme as regras no site oficial de agendamento ou do consulado antes de iniciar o processo.
Global Entry
O Brasil é um dos países parceiros do Global Entry da CBP — veja a página oficial "Global Entry for Citizens of Brazil". Brasileiros elegíveis podem solicitar a adesão (USD 120 por cinco anos), mas o processo exige aprovação prévia, entrevista presencial em um centro de inscrição e um visto americano válido (B1/B2 ou outro tipo aceito). Para a maioria dos viajantes ocasionais brasileiros, a aplicação gratuita Mobile Passport Control (MPC) da CBP nos aeroportos americanos participantes é a alternativa mais simples — não é o mesmo que TSA PreCheck (TSA PreCheck é para a fila de segurança antes do voo; Global Entry, esse sim, dá acesso ao TSA PreCheck), mas reduz consideravelmente o tempo no controle de passaportes na chegada.
Fontes: Embaixada dos EUA no Brasil — Vistos e Itamaraty — Portal Consular.
Câmbio, cartões e o preço que você realmente paga
Cada preço nesta página — e em cada cardápio, lista de hotel, brochura de passeio e nota de aluguel de carro no Havaí — está em dólares americanos. Para um leitor brasileiro o real fraco faz o orçamento ficar salgado: uma viagem de USD 5.000 vira algo em torno de R$ 25.000-28.000 dependendo do câmbio do dia. Some o IOF (atualmente em torno de 3,5% para compras internacionais no cartão e operações de câmbio para viagem) e o spread cambial das instituições financeiras, e o valor final fica ainda mais alto.
O câmbio oscila — confira na semana da viagem em xe.com ou no site do seu banco para o valor atualizado.
O que levar — e o que deixar em casa
Visa, Mastercard, AMEX
Aceitos em praticamente todos os lugares. O pagamento por aproximação é generalizado, Apple Pay e Google Pay são amplamente aceitos. Um cartão ou conta internacional com câmbio mais próximo do comercial e spread menor (C6 Bank Global, Nubank Ultravioleta, Inter Black, BTG+, Itaú Personnalité Mastercard Black, Wise Brasil) pode reduzir bastante o custo — mas normalmente o IOF (atualmente em torno de 3,5%) ainda se aplica conforme a operação. A economia em uma viagem de duas semanas, mesmo assim, pode chegar a R$ 500-1.000 frente a um cartão comum (via spread cambial + tarifa de transação evitados).
Elo e Pix não funcionam nos EUA
O Elo só é aceito em alguns pontos americanos via parceria com Discover — não dependa dele como cartão principal. O Pix é exclusivamente brasileiro e não existe nos EUA. Maestro e Cirrus funcionam em caixas eletrônicos americanos das redes maiores, mas não no varejo. Leve um cartão Visa ou Mastercard como meio de pagamento principal. Alguns terminais americanos ainda pedem assinatura em vez de senha — não estranhe quando aparecer um comprovante para assinar. Apple Pay e Google Pay evitam essa etapa.
Algum dinheiro em notas pequenas
USD 200-300 em notas de 1, 5 e 20 dólares cobrem gorjetas, manobristas (valet) e barracas de feira. Compre na sua corretora preferida (Wise, Confidence Câmbio, Cotação) com uma semana de antecedência — as casas de câmbio dos aeroportos brasileiros têm consistentemente as piores taxas da viagem. Lembre-se: cartão pré-pago de viagem (Wise, Nomad, C6 Bank Global) costuma ter spread menor que a casa de câmbio tradicional, embora o IOF da operação ainda se aplique.
O imposto entra só no caixa
No Havaí, o imposto local (General Excise Tax) se soma ao preço exposto. Dependendo da ilha e do tipo de compra, considere cerca de 4,5% (GET mais sobretaxa do condado); para hotéis, o total dos impostos chega a aproximadamente 15,5–19% (a TAT estadual subiu para 11% em 1º de janeiro de 2026, somada às sobretaxas dos condados). Os USD 200 do hotel anunciado viram mais como USD 235–240. Nos cardápios, os preços normalmente aparecem sem o imposto. Isso é diferente do Brasil, onde os impostos já vêm embutidos no preço final exposto.
Gorjeta no Havaí (bem mais alta que no Brasil)
Provavelmente a maior diferença cultural entre Brasil e Estados Unidos. No Brasil, a taxa de 10% de serviço opcional é o padrão — frequentemente já adicionada à conta. No Havaí, 18-20% sobre o valor antes dos impostos é o padrão, e os profissionais de serviço — garçons e garçonetes, valets, camareiras de hotel, guias — são remunerados de forma que a gorjeta representa parte essencial da renda, não um acréscimo voluntário. Deixar uma gorjeta inadequada é percebido como falta de educação de uma forma que no Brasil simplesmente não tem equivalente. Inclua isso no orçamento desde o primeiro dia.
Seguro-viagem com cobertura para os EUA é fortemente recomendado
O SUS não cobre tratamento no exterior, e muitos planos brasileiros têm cobertura internacional limitada, com exclusões, reembolso parcial ou tetos baixos para os EUA — confirme por escrito com sua operadora antes de viajar. Os custos de saúde nos EUA estão entre os mais altos do mundo: uma única visita ao pronto-socorro custa rapidamente vários milhares de dólares; uma internação com exames de imagem ou cirurgia atinge cifras de cinco dígitos em pouco tempo. Uma remoção médica de volta para o Brasil pode ultrapassar USD 150.000.
Contrate um seguro-viagem com cobertura médica alta e cobertura explícita para os EUA antes de embarcar. Operadoras e marcas como SulAmérica Travel, Bradesco Seguros, Porto Seguro, Allianz Travel Brasil, Assist Card, Vital Card e GTA costumam oferecer opções para viagens aos EUA — compare teto médico, remoção médica, exclusões e cobertura explícita para o destino em sites como Seguros Promo, Real Seguro Viagem, ou diretamente com sua corretora. Comparadores internacionais como SquareMouth e InsureMyTrip também listam apólices avaliadas para os EUA. Uma viagem de duas semanas ao Havaí com cobertura completa costa tipicamente R$ 500-1.200 para um casal.
Leia o guia completo sobre seguro-viagem →Carro, celular e tomada
Mão direita — igual ao Brasil
A sua CNH brasileira é em geral aceita no Havaí para uso turístico. Nos EUA dirige-se à direita — mesma mão de direção que no Brasil, sem mudança de hábito. Uma Permissão Internacional para Dirigir (PID) emitida pelo Detran (cerca de R$ 250-300) não é estritamente obrigatória para uma CNH em alfabeto latino, mas é prudente ter — algumas locadoras ou atendentes podem pedi-la como tradução oficial. As locadoras americanas exigem cartão de crédito (não débito) em nome do motorista; algumas exigem idade mínima de 21 ou 25 anos, com sobretaxa para motoristas com menos de 25. Carros com câmbio manual são extremamente raros — espere automático por padrão. Os limites de velocidade são bem menores que rodovias brasileiras (geralmente 40-105 km/h) e a fiscalização é rigorosa. Detalhe que pega muito brasileiro: nos EUA o vermelho permite virar à direita após parada completa (a menos que sinalizado o contrário). Discount Hawaii Car Rental costuma ser mais barato que a reserva direta na locadora.
Celular & dados — eSIM em vez de roaming caro
Vivo, Claro, TIM e Oi cobram pelo roaming nos EUA em planos padrão valores entre USD 8-15 por dia — alguns planos pós-pagos premium incluem os EUA com franquia mensal, verifique seu plano antes de embarcar. Uma eSIM de viagem para os EUA (Airalo, Saily, Holafly, Yesim, Aroundtuit) custa cerca de R$ 50-150 por uma semana de dados. A maior parte dos celulares vendidos no Brasil é desbloqueada na prática; verifique em dispositivos mais antigos ou subsidiados antes da viagem.
Adaptador necessário (220V/127V → 110V)
No Havaí, a tensão elétrica é 110-120V com tomadas chatas de dois ou três pinos do tipo A/B. Leve um adaptador de formato para cada aparelho — a sua tomada brasileira Tipo N (três pinos redondos, padrão obrigatório desde 2010) não encaixa. Atenção dupla à voltagem: a maior parte dos carregadores modernos (celular, notebook, câmera) aceita 100-240V — a indicação está no próprio carregador, em texto pequeno. Mas secadores de cabelo, chapinhas e barbeadores elétricos são frequentemente específicos para 127V ou 220V brasileiros e podem queimar em 110V — deixe em casa e use o secador do hotel, ou compre um modelo bivolt de viagem. Importante: o Brasil tem voltagens variadas — São Paulo e Rio costumam usar 127V em muitos locais; Brasília e muitas cidades do Norte/Nordeste usam 220V. Como há variações locais inclusive dentro do mesmo prédio, confira sempre a etiqueta do aparelho antes de viajar.
13 horas atrás, sem horário de verão no Havaí
O HST fica em UTC-10 o ano todo. Do Brasil (UTC-3, sem horário de verão desde 2019): 13 horas atrás de Brasília o ano inteiro. Você chega ao Havaí em um horário mais cedo do mesmo dia em que partiu — o calendário praticamente volta para trás. O jet lag na ida é manejável; a volta é mais cansativa, porque você perde muitas horas no fuso e chega ao Brasil no dia seguinte ou mais tarde, dependendo das conexões.
Melhor época para visitar — do ponto de vista brasileiro
O clima do Havaí é bem mais estável do que o marketing sugere — a diferença entre o melhor e o pior mês está principalmente nos preços, no movimento e no que acontece no oceano: ondulação, mergulho, snorkel, temporada das baleias. Para o viajante brasileiro o calendário se reorganiza em torno das férias escolares (verão de dezembro a fevereiro, recesso de julho, feriadões de Carnaval, Páscoa e Independência) e da inversão dos hemisférios — quando é verão no Brasil, é inverno no Havaí (e vice-versa).
Jan
AltaFérias de verão BRFev
AltaCarnaval, baleiasMar
Bom preçoVolta às aulas BRAbr
Bom preçoPáscoaMai
Bom preçoMês idealJun
CheioInício verão EUAJul
AltaFérias BR + verão EUAAgo
AltaVerão EUASet
Bom preçoMais barato do anoOut
Bom preçoPré-feriado EUANov
CheioThanksgiving EUADez
AltaNatal + verão BRDo fim de abril ao fim de maio e de setembro a meados de outubro são as duas melhores janelas saindo de um aeroporto brasileiro — os preços saem do pico, o clima no Havaí é o mais previsível, e entre as férias brasileiras e as americanas as ilhas ficam consideravelmente menos cheias. As férias escolares brasileiras de janeiro e julho coincidem com a alta temporada americana e tendem a ser o período mais caro do ano — apesar de ser quando muitos brasileiros conseguem viajar. O Carnaval (geralmente fevereiro) ainda pega a temporada das baleias, então é uma janela peculiar: alta em preço mas com o evento natural mais marcante do ano havaiano garantido.
A temporada das baleias-jubarte (de dezembro a abril) coincide bem com o verão brasileiro — uma sobreposição interessante para quem busca avistamento de baleias confiável em Maui ou na Big Island.
Aduana brasileira na volta
A Receita Federal brasileira tem regras claras de isenção para bagagem acompanhada vinda do exterior. As lembranças que a maioria dos viajantes brasileiros realmente quer trazer do Havaí — café, nozes de macadâmia, chocolates, doces embalados, roupas, artesanato — passam sem problema dentro da cota. Frutas frescas, produtos de origem animal e plantas vivas têm restrições rigorosas independentemente do valor. Os limites abaixo refletem a regulamentação atual — confirme em gov.br/receitafederal antes de embarcar para o retorno.
Cota de isenção (avião)
USD 1.000
Por pessoa, em bagagem acompanhada, para bens comprados no exterior. Valor combinado de todos os itens (excluindo bens de uso pessoal). Famílias não podem somar — a cota é estritamente individual e não cumulativa entre membros. Acima desse valor incide imposto de importação (geralmente 50% sobre o valor excedente).
Bebidas alcoólicas
12 L
Até 12 litros por pessoa adulta (maior de 18 anos), conforme cota geral. Dentro do limite de USD 1.000 da cota de isenção.
Tabaco
10 maços / 25 charutos
Por pessoa adulta. 10 maços de cigarros (200 unidades) ou 25 charutos ou 250 g de fumo, conforme cota geral. Acima disso incide o regime tributário ordinário.
Atenção: na chegada ao Brasil, a e-DBV (Declaração Eletrônica de Bens de Viajante) é obrigatória para quem traz bens acima da cota de valor ou de quantidade, valores em espécie acima de USD 10.000 (ou equivalente), bens sujeitos a controle de outros órgãos (ANVISA, IBAMA, MAPA), animais, vegetais, produtos de origem animal ou vegetal, ou bens em regime de admissão temporária. Faça on-line antes do desembarque em edbv.receita.economia.gov.br — evita filas na aduana.
Lembrancinhas: o que pode vir, o que não pode
Pode trazer (declarar se acima da cota)
- Nozes de macadâmia torradas em embalagem comercial
- Café Kona em grão ou moído
- Macadâmias com cobertura de chocolate e doces de prateleira
- Sal havaiano em embalagem comercial selada
- Produtos enlatados e desidratados
- Camisas aloha, roupas, joias, livros, artesanato
- Mel comercial em embalagem original (declarar)
Restrito ou apreendido
- Frutas frescas (abacaxi, mamão, manga, cítricas)
- Vegetais frescos, ervas, mudas
- Colares de flores (lei) com sementes ou partes vegetais vivas
- Madeira não tratada e cascas
- Corais, conchas com areia ou organismos vivos
- Carnes cruas, laticínios frescos, frutos do mar de origem suspeita
- Terra, areia, plantas com torrão de raízes
Na dúvida, vá no canal de declaração (verde sem nada a declarar, vermelho com mercadoria) e seja transparente — a Receita Federal brasileira é rigorosa mas razoável com viajantes que declaram. Multas e perdimento atingem quem tenta passar sem declarar. Fonte: Receita Federal — Viagens Internacionais.
Escolha o seu Havaí — quatro ilhas bem diferentes
O Havaí é, para o viajante, quatro destinos bem diferentes em vez de um só. Cada ilha tem personalidade própria e uma mistura distinta de praias, paisagens, hospedagem e culinária. Quem viaja pela primeira vez costuma escolher uma só ilha ou dividir o tempo entre duas; tentar "fazer as quatro" em dez dias é o erro de planejamento mais frequente — considerando a viagem longa do Brasil, você não quer perder outros dois dias trocando de ilha.
Oʻahu
A porta de entrada
Waikīkī, Pearl Harbor, as ondas de inverno da North Shore e o ritmo urbano de Honolulu. O Aeroporto Internacional Daniel K. Inouye (HNL) é o aeroporto onde praticamente toda rota do Brasil aterrissa. A melhor primeira ilha do Havaí — com a maior variedade de hospedagem em todas as faixas de preço.
Maui
A romântica
A estrada cênica Road to Hāna, o nascer do sol no Haleakalā, a costa dos resorts em Wailea e Kāʻanapali. A ilha dos casais e dos aniversários de casamento. Kahului (OGG) está a um voo curto de HNL pela Hawaiian Airlines ou Southwest.
Big Island
A selvagem
Vulcões ativos, praias de areia preta, observação de estrelas no Mauna Kea e uma diversidade impressionante de zonas climáticas em uma só ilha. Maior que as outras ilhas havaianas juntas. Voe para Kona (KOA) pelo lado dos resorts, para Hilo (ITO) pelo lado dos vulcões.
Kauaʻi
A Ilha-Jardim
As falésias da Nā Pali Coast, o Waimea Canyon, a exuberante costa norte. A menos desenvolvida das quatro ilhas principais — o preço disso é uma oferta mais limitada de restaurantes e hospedagem; em troca, a paisagem mais dramática do arquipélago. Voe para Līhuʻe (LIH).
Ainda em dúvida sobre qual ilha? Nosso quiz "Qual ilha" leva cerca de dois minutos e é genuinamente útil.
Ferramentas e artigos para viajantes brasileiros
Todo o site está aberto a você — estas páginas são um bom ponto de partida.
Melhor época para visitar
Clima, preços e movimento mês a mês
Quiz: Qual ilha
Combina o seu estilo de viagem com a ilha certa
Hawaii Cost Explorer
Calculadora interativa de orçamento (em USD)
Calculadora de custos
Orçamento item por item
Quiz: Lista de bagagem
Lista personalizada em dois minutos
Guia do seguro-viagem
O que vale a pena, o que não
Esta semana no Havaí
Festivais, mercados, shows, eventos
Previsão do tempo
Previsão de 7 dias por ilha
Perguntas frequentes dos nossos leitores brasileiros
Brasileiros precisam de visto para o Havaí?
Sim — e, ao contrário da Europa, do Japão e de Singapura, o Brasil não está no Visa Waiver Program dos EUA. Brasileiros precisam de visto B1/B2 (turismo/negócios), não de ESTA. O processo: preencher o formulário DS-160 on-line, pagar a taxa atualmente de USD 185 (confirme o valor antes de pagar, pois pode mudar), agendar uma entrevista presencial em uma das embaixadas ou consulados americanos no Brasil (Embaixada em Brasília; Consulados-Gerais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre), e comparecer com biometria. O visto B1/B2 geralmente pode ser emitido com validade de até 10 anos e múltiplas entradas, a critério consular — uma das maiores validades concedidas pelos EUA. Renovações sem entrevista podem ser possíveis para solicitantes elegíveis; confirme as regras no site oficial de agendamento ou do consulado antes de iniciar o processo. As filas para entrevistas variam por consulado e mudam mensalmente — em alguns períodos podem ser curtas (poucas semanas), em alta demanda podem crescer bastante. Verifique sempre a tabela oficial de tempos de espera do Departamento de Estado antes de planejar.
Existem voos diretos do Brasil para o Havaí?
Não. Nenhum voo direto conecta o Brasil às ilhas havaianas. Todos os roteiros passam por uma conexão nos EUA (Miami, Houston, Dallas, Atlanta, Los Angeles ou São Francisco) ou por um aeroporto de conexão na Europa (Paris, Madri, Lisboa, Amsterdã) com etapa americana. A rota mais curta sai do GRU (São Paulo) via LAX (Los Angeles), com tempo total de viagem de aproximadamente 22 a 24 horas. Via Miami ou Houston o tempo total costuma ficar entre 22 e 26 horas (mais escala, menos travessia oceânica). Companhias que operam o trecho internacional até os EUA: LATAM, American, United, Delta, Air France (via CDG), KLM (via AMS), Iberia (via MAD). O trecho final até Honolulu (HNL) é operado pela Hawaiian Airlines, United, American, Alaska Airlines ou Delta — confirme se é voo direto antes de comprar.
O meu plano de saúde brasileiro cobre tratamento no Havaí?
Quase certamente não. O SUS não cobre tratamento no exterior, e muitos planos brasileiros (Unimed, Bradesco Saúde, Amil, SulAmérica) têm cobertura internacional limitada, com exclusões, reembolso parcial ou tetos baixos para os EUA — confirme por escrito com sua operadora antes de viajar. Os custos médicos americanos estão entre os mais altos do mundo: uma simples visita ao pronto-socorro custa rapidamente vários milhares de dólares; uma internação com exames de imagem ou cirurgia atinge cifras de cinco dígitos com facilidade; e uma remoção médica de volta para o Brasil pode ultrapassar USD 150.000. Contrate um seguro-viagem com cobertura médica alta e cobertura explícita para os EUA antes de embarcar. Operadoras e marcas como SulAmérica Travel, Bradesco Seguros, Porto Seguro, Allianz Travel Brasil, Assist Card, Vital Card e GTA costumam oferecer opções para viagens aos EUA — compare teto médico, remoção médica, exclusões e cobertura explícita para o destino em sites como Seguros Promo, Real Seguro Viagem ou diretamente com sua corretora. Comparadores internacionais como SquareMouth e InsureMyTrip também listam apólices avaliadas para os EUA.
Qual a diferença de fuso entre Brasil e Havaí?
O Havaí usa o horário HST (UTC-10) o ano inteiro e não observa horário de verão. O Brasil (horário de Brasília) opera no UTC-3, sem horário de verão desde 2019. Isso coloca o Havaí 13 horas atrás do Brasil de forma constante — quando são 14h em São Paulo, é 1h da manhã em Honolulu. Você chega ao Havaí em um horário do mesmo dia mais cedo do que partiu do Brasil — o calendário praticamente volta para trás. O jet lag na ida costuma ser bem administrável (é como começar o dia bem cedo); na volta é mais pesado, porque você perde muitas horas no fuso e chega ao Brasil no dia seguinte ou mais tarde, dependendo das conexões.
Preciso de adaptador de tomada para o Havaí?
Sim. O Havaí opera em 110-120 V com tomadas chatas de dois ou três pinos do tipo A/B — completamente diferentes da tomada brasileira Tipo N (três pinos redondos, padrão obrigatório no Brasil desde 2010). Você precisa de um adaptador de formato para cada aparelho. Atenção à voltagem: a maioria dos carregadores modernos (celular, notebook, tablet, câmera) aceita 100-240 V (verifique a etiqueta no carregador, que diz algo como 'Input: 100-240V') — basta o adaptador. Secadores de cabelo, chapinhas e barbeadores elétricos costumam ser específicos para 127 V ou 220 V brasileiros e podem não funcionar bem em 110 V americanos — deixe em casa e use o secador do hotel, ou compre um modelo bivolt de viagem. Lembre-se de que o Brasil tem voltagens variadas: São Paulo e Rio costumam usar 127V em muitos locais; Brasília e muitas cidades do Norte/Nordeste usam 220V — mas como há variações locais inclusive dentro do mesmo prédio, confira sempre a etiqueta do aparelho. O Havaí é uniformemente 110V.
A minha CNH brasileira vale no Havaí?
Em geral, sim — para turistas. A CNH brasileira é aceita no Havaí para condução temporária, mas a Permissão Internacional para Dirigir (PID) emitida pelo Detran (cerca de R$ 250-300) é altamente recomendada e exigida por algumas locadoras como tradução oficial da sua CNH. Nos EUA dirige-se à direita — mesma mão de direção que no Brasil. Locadoras de carros americanas exigem cartão de crédito (não débito) em nome do motorista; muitas exigem idade mínima de 21 ou 25 anos, com sobretaxa para motoristas com menos de 25. Carros com câmbio manual são extremamente raros nas frotas americanas — espere automático por padrão. Os limites de velocidade são bem menores que rodovias brasileiras (geralmente entre 40 e 105 km/h) e a fiscalização é rigorosa. Importante: nos EUA o vermelho permite virar à direita após parada completa (a menos que sinalizado o contrário) — uma regra que não existe no Brasil.
Meu cartão de crédito brasileiro funciona no Havaí?
Sim. Visa e Mastercard são aceitos em praticamente todos os lugares — restaurantes, hotéis, passeios, locadoras de carros, supermercados. American Express funciona em hotéis e restaurantes maiores, menos consistentemente em estabelecimentos menores. O Elo só funciona em poucos pontos nos EUA (em geral, apenas em rede com Discover) — não dependa dele. Pagamento por aproximação é generalizado, Apple Pay e Google Pay são amplamente aceitos. O Pix não funciona nos EUA. Priorize cartões ou contas internacionais com spread baixo, câmbio transparente e sem tarifa de transação internacional — opções brasileiras: C6 Bank Global, Nubank Ultravioleta, Inter Black, BTG+, Itaú Personnalité Mastercard Black, Wise Brasil. Ainda assim, confira o IOF aplicável (atualmente em torno de 3,5% para compras internacionais no cartão e operações de câmbio para viagem) antes de carregar ou usar o cartão — o IOF é um imposto, não uma tarifa bancária, e geralmente se aplica conforme a operação. A diferença em uma viagem de duas semanas pode chegar a R$ 500-1.000 frente a um cartão comum (spread cambial + tarifa de transação). Leve também USD 200-300 em dinheiro em notas pequenas (USD 1, 5 e 20) para gorjetas, manobristas (valet) e barracas de feira.
Qual a melhor época para viajar do Brasil para o Havaí?
Do fim de abril ao fim de maio e de setembro a meados de outubro são as duas melhores janelas. Os preços dos voos saindo do Brasil saem do pico, o clima no Havaí é o mais previsível, e entre os ciclos de férias escolares brasileiras e as férias americanas as ilhas ficam consideravelmente menos cheias. As férias escolares brasileiras de verão (meados de dezembro a início de fevereiro) coincidem com a alta temporada americana de Natal/Ano Novo e tendem a ser o período mais caro do ano — é o pior momento em termos de relação preço-experiência, apesar de ser quando muitos brasileiros têm férias. As férias de julho (final de junho a início de agosto) também caem na alta americana. A temporada das baleias (dezembro a abril) coincide bem com as férias de verão brasileiras, então quem quer ver baleias e está disposto a pagar a alta temporada pode aproveitar — Maui e Big Island têm avistamento confiável de baleias-jubarte nesse período.
Os lugares para os quais sempre voltamos
Duas décadas de viagens repetidas por todas as ilhas. Resolvida a parte burocrática, é isso que te espera.
Se alguma coisa nesta página estiver desatualizada ou se você gostaria que tivéssemos abordado algum ponto específico para viajantes brasileiros, nos escreva — lemos cada mensagem.
Desejamos uma viagem maravilhosa. Mahalo por viajar para o Havaí.
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Hawaiʻi Weather Forecast
Today’s Weather Brief · AI-voiced · ~45s
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Partly cloudy on the windward side, mostly sunny on the leeward side. Trade winds are strong and will stay that way through Wednesday, bringing passing showers to windward slopes.
Surf builds this weekend—a south swell is coming in and could reach warning levels on south-facing beaches by Saturday and Sunday. Winds ease late Thursday, and you'll see more organized showers Friday through Saturday as a system moves nearby. Small Craft Advisory is up through Wednesday evening, so water's rough if you're thinking about boats.
Stick to leeward beaches and the sunny side through Wednesday. Save your snorkeling for after the weekend swell passes.
AI summary · verify with NWS before heading out
Current Time in Hawaiʻi
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